quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sócio

Haveria muito para falar sobre as aulas de sociologia e o respectivo professor, no entanto vamos focar-nos somente nos pontos mais relevantes.
Caracterização em traços gerais: macho, idade compreendida entre os cinquenta e oito e os sessenta e cinco anos, um metro e setenta, militante do PSD, simpatizante do sporting, jovem frustrado por não ter sido bem sucedido no universo militar que despejou todas as suas angústias nos estudos.
Toda a indumentária me fascina. Não sei se é do belo do botãozinho da jaqueta ser dourado, se é da gravata/óculo de massa e redondo dos anos noventa, essa década de grandes regabofes...
Podíamos também divagar sobre o mítico andar, mas o melhor é mesmo ficarmo-nos pelos pormenores mais marcantes.
Há uma parte da dinâmica da expressão corporal que se concentra nas mãozitas, de longos dedinhos, desta personagem e por conseguinte o homem não fala, o homem gesticula. Não há qualquer adjectivo ou verbo que possa descrever a comicidade da situação... É de génio realmente, não fosse o rapazote extremamente culto.
Mas infelizmente, nem tudo são rosas. O senhor padece de um grave problema, que consiste, basicamente, na acumulação de muco salivar nos cantinhos da boca, que, educadamente, limpa com o longo dedito.
O seu discurso também é um momento de puro entretenimento. As frases são proferidas, não através de palavras, mas sim através de sílabas, com uma ligeira tendência para aumentar o tom e tornar o som mais agudo ao longo da frase.
E só assim para rematar, podemos fazer referência aos pequenos teatrinhos levados a cabo por este menino, sempre que tenta exemplificar algo. A última experiência do genéro que presenciei, foi algo parecido com uma tentativa de citar, melhor, de imitar a classe (se é que lhe podemos chamar classe) de chunguinhas da nossa sociedade, que consistiu na repetição exaustiva da frase: "Então sócio, como é que estás? Tudo bem sócio?".
E com esta me retiro.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

C'est la vie

That's the way it is we live with what we miss we learn to build another wall untill it falls.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Olha que meninos!

Ele há pés de todas as maneiras e feitios. Há pés chatos, bonitos, feios, nojentos, deformados e por aí fora... Agora lanço a questão, será que, olhando para os pés de uma pessoa, podemos perceber a sua personalidade (vá, alguma característica da sua personalidade...)?
É assim, para pé sujo e maltratado, não há desculpa! Agora, os deformados, olha, coitaditos dos donos dos ditos cujos que não têm culpa, é a genética, essa grande filha da mãe. Mas que me faz uma certa espécie olhar, faz, não vou mentir...
E pessoas que têm dedos do pé encavalitados, o que é que se passa convosco?! Não sei como é que conseguem sair à rua com o pé ao léu! E a unhaca grande? Jesus, nem vou tecer comentários, ou como diz o outro, não vou opinar.
Mas também há pés bonitos, é raro pôr-lhes a vista em cima, mas quero acreditar que "eles andem aí". Vá, só mais um... E pés que têm dedos, que supostamente deveriam ser mais pequenos, mas que são maiores que os dedos, que supostamente deveriam ser maiores? São os piores... Vamos todos acreditar, para o bem da Humanidade, que os pés não podem nunca, jamais, ajudar a definir a personalidade de alguém.
Agora, um assunto interessantíssimo no que toca a pézitos: o mítico pé-de-atleta. Ora bem, vamos falar sobre o nome artístico escolhido. Pé-de-atleta? Peço desculpa se vos desiludo, mas já vi muito mau corpinho, assim a atirar para o badocha, com este menino no pé! Portanto, tirem o cavalinho da chuva se acharem que, por vos aparecer um funguinho no pé, são automaticamente atletas!
E pronto, quer me parecer que já consegui mostrar o quão elevado está o pé humano na minha consideração, por conseguinte, resta-me fazer um apelo, visando o bem-estar público, que reza da seguinte maneira: meninos e meninas de todo o Portugal, vamos ter em conta todos os aspectos salientados neste post e vamos todos cuidar minimamente dos nossos coutos, pode ser? Obrigadinha... (E pés com tufos de pêlo? Ai que medo!)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Metropolitanofobia

É sempre bom acordar às sete da manhã, melhor ainda se passarmos a próxima hora e meia em transportes públicos. Se tivesse de eleger um, seria sem dúvida o metro, esse local digno de grandes regabofes. Não sei do que é que gosto mais... Se é da senhora do reino do céu, em plena estação do Marquês de Pombal, que como quem não quer a coisa, com a boca entreaberta e tal, manda um vozeirão capaz de levantar qualquer mortinho da silva da sua campa, para nos convencer que "O REINO DO CÉU ESTÁ PRÓXIMOOOOOO!", ou se é daquelas pessoas que ficam especadas à porta do metro, sem deixar ninguém sair, enquanto empurram para entrar, adoro...
Mas do que eu mais gosto, é de ver tudo maluquinho a correr como se não houvesse amanhã. Ok, eu também corro, mas corro porque quero sair do subsolo, afastar-me das máquinas com bebidas, que me comem dinheiro, dos parvinhos que acham que se aguentam em pé enquanto o metro atinge a maior velocidade, apoiando-se apenas com um dedito na porta, dos perfumes enjoativos e doces que dão vontade de vomitar e ainda dos perfumes assim mais para o rústico (odores corporais e por aí fora) que não enjoam, mas metem nojo.
Agora a sério, pessoas que utilizam esse grande transporte que é o metropolitano, não me façam perder a cabeça, senão qualquer dia é ver-me de bastão na mão, toda desgrenhada, a gritar qual mulher do reino do céu, que o vosso fim está próximo...

Olha que menino

Apeteceu-me, pensei: "olha que sou menina para isto!" e tentei... Vamos ver no que dá!